
Signos Periféricos foi a primeira exposição solo do artista Lessa, que aconteceu em Novembro de 2019 com apoio da produtora artística local Firminius Art (@firminius_ofc).
O conceito por trás do evento era retratar a relação da, a tempos monumental, periferia paulista com seus signos (objetos, situações, paisagens, sensações e cultura). A série apresenta quadros que são retratos de um espaço, tempo e povo.
A Exposição apresentava no total 28 obras originais, pinturas e colagens, e era dividida em três partes: Momentos, Sensações e Colagens. Foram selecionadas 15 das obras para exposição na 2° Jornada de Teatro da/o Oprimida/o e Periferias.
![]() Volta Pra Casa (2019)Sobre deslocamento. Tinta PVA, acrílica, para piso e cola-corante sobre placa de açougue | ![]() Tempo de Pipa (2019)Sobre conseguir ver o morro, céu e as pipas antes dos sobrados tomarem a vista, sobre infância. Tinta acrílica e artesanal sobre tela. | ![]() Sono (2019)Sobre sono. Papel e tinta acrílica sobre tela |
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![]() Prisão (2019)Sobre Liberdade. Colagem analógica com recortes e cerca sobre fundo de armário. | ![]() Noites Quentes (2019)Sobre a sensação de sentir-se em casa. Tinta acrílica, tecido e para piso sobre papel, papel sobre tela. | ![]() Nada Errado? (2019)Sobre desconfiança. Tinta acrílica sobre verso de tela. |
![]() Meu Amor Você Ainda Me Mata (2019)Sobre fumos e vícios. Embalagens, recortes e isqueiro sobre fundo de armário | ![]() Lajes (2019)Sobre Ascenção. Tinta acrílica e para piso sobre papel | ![]() Cidade Grande (2019)A cidade vertical. Tinta de tecido e para piso sobre tela. |
![]() Liberté (2018)Sobre Liberdade. Colagem analógica com recortes. | ![]() Deixa os Garoto Brinca (2019)Sobre amor livre. Nanquim sobre bandeira de algodão. | ![]() Chuta! (2019)Sobre Várzea. Spray e corante sobre madeira. |
![]() Bonita de Qualquer Jeito (2019)Sobre estética. Maquiagem sobre papel com colagem de correntes. | ![]() Bailão (2019)Sobre eventos e tradições. Tinta acrílica e PVA sobre madeira | ![]() As Ruas Gritam (2019):Sobre Revolta. Panfleto e tinta PVA sobre fundo de armário. |
sobre o artista lessa:
Andre Lessa de Castro, 21 anos, nasci e cresci no distrito de Pedreira, Zona Sul de São Paulo. Filho de trabalhadores autônomos, mãe professora e artesã e neto de migrantes de sangue nordestino, sou o segundo entre três filhos. Formado em escola pública, sou artista autodidata, tradicional, digital, multimídia, multilinguagem e ativista cultural. Já trabalhei como instalador, auxiliar administrativo, ilustrador, designer gráfico, de produtos e moda, fotógrafo, pintor, escultor, cenógrafo, escritor, produtor cultural, de eventos e audiovisual, além de já ter sido voluntário em diversos projetos e ações sociais.
Participei de algumas coletivas e, em novembro de 2019, fiz minha primeira exposição solo chamada ‘Signos Periféricos’, que chegou a sair na Folha de São Paulo.
No primeiro semestre de 2019, tranquei o curso técnico em Orientação Comunitária da ETEC durante meu TCC, por problemas de saúde. Mas, lá me firmei na área social, cultural e no auxílio ao fortalecimento da periferia. Desde janeiro de 2019, sou coordenador, fundador, produtor, artista e apresentador do Coletivo Coliseu. Formado por jovens e profissionais daqui, o coletivo promove ações como saraus (Sarau Coliseu, inscrito no VAI 2020), oficinas diversas, rodas de conversa com profissionais da saúde mental, arrecadações, limpeza e revitalização de espaços públicos abandonados e assistencialismo aos moradores, na região do distrito de Pedreira/Cidade Ademar e Diadema. Cultura para mim é redução de danos.
No primeiro semestre de 2020, estava cursando Grafite, Projeção e Produção Cultural na Fábrica de Cultura Diadema, até a epidemia de COVID-19 estourar. Em casa, tenho trabalhado em meu primeiro livro infantil e um portal sobre cultura e moda periférica (Nois Eh Moda). Também venho produzindo com outros artistas e coletivos de outras regiões de São Paulo e outros estados do Brasil. Meu interesse e dedicação nos últimos anos é em ajudar meu bairro a se desenvolver culturalmente, seguir produzindo e aprendendo para e sobre mim, a periferia e o ser periférico-urbano. Sempre aprendendo e experimentando tudo aquilo que puder nas artes. Meu trabalho é coletivo, se não é feito com outros, é para que outros possam me ouvir. Quero também tornar minha quebrada o melhor lugar possível para os jovens e crianças, servir de exemplo, mostrar que podemos ser notícia, sem sermos tragédia e compartilhar o que sei, já que todo conhecimento que não é compartilhado, é conhecimento morto.














